Arqueologia

Os Sítios Arqueológicos de Vila de Rei, totalizam até ao momento 68 sítios arqueológicos identificados, e um total de 66 inseridos na importante base de dados do Instituto Português de Arqueologia (IPA): a Base de Dados Endovélico. A consulta desta ferramenta de trabalho torna-se imprescindível na divulgação dos mesmos junto da comunidade científica arqueológica, bem como junto do público em geral. Este último pode ali receber algum tipo de informação sobre determinados sítios arqueológicos, e que de outro modo, pela ausência de publicações sobre os mesmos, se poderia encontrar inacessível. Aconselha-se por isso a consulta da mesma em www.ipa.min-cultura.pt.

 

68 Sítios arqueológicos identificados:

7 sítios arqueológicos de habitat
2 pontes
3 vias antigas
1 barragem
1 cista pétrea
2 necrópoles
1 cemitério histórico
8 minas de filão
45 Conheiras/minas de exploração de ouro aluvionar a céu aberto


Assim sendo, um dos pontos imprescindíveis, anteriormente repleto de lacunas, imprecisões e omissões, encontra-se já preenchido: até Junho de 2006 possuíamos apenas 3 sítios arqueológicos identificados nesta base de dados para este Concelho. De momento, surgem 66 sítios identificados, dos quais 45 são Conheiras (minas de exploração de ouro aluvionar a céu aberto). De facto, podemos considerar que o Concelho de Vila de Rei não é propriamente rico em vestígios arqueológicos. No entanto, temos de compreender o estado ainda deveras embrionário da investigação, dado que apesar dos 12 anos desde as primeiras investigações pelo Dr. Carlos Batata, este tempo demonstra-se claramente insuficiente face a áreas que contam com investigações desde meados do século XIX. Acima de tudo não é necessário qualquer tipo de pretensiosismo, apesar da importância inigualável em território actualmente português do “Conjunto de Conheiras do Concelho de Vila de Rei”.

 

O Concelho de Vila de Rei não prima pela quantidade imensa de sítios arqueológicos que outros municípios encerram. No entanto, por vezes, reveste-se de particularismos muito interessantes, como é o caso do “Conjunto” de interesse arqueológico e geológico-mineiro das Conheiras que serviriam desde tempos remotos – provavelmente desde o Calcolítico, para a exploração de frentes mineiras de ouro. Este dito “Conjunto”, dista de um número bastante razoável de realidades, num total de 45 Conheiras identificadas.

 

A maioria dos sítios arqueológicos são respeitantes à Época Medieval, Moderna e Contemporânea. Outros ainda são os casos de locais que não permitiram um apontamento sobre a sua cronologia, e que por isso estão classificados como indeterminados. Uma questão muito interessante que se coloca, é da “inexistência”, ou melhor dizendo, do “vazio informativo” no que diz respeito aos sítios pré-históricos. Em abono da verdade, estes costumam ser os sítios mais abundantes em qualquer Concelho, o que é que torna Vila de Rei diferente? Tal como pudemos facilmente analisar, as populações pré-históricas tendem a fixar-se ao longo das grandes vias fluviais, nomeadamente no Tejo e no Nabão. No entanto, os vales muito fechados do rio Zêzere apontam para um menor número de estações do Paleolítico e do Mesolítico (Figueiredo, 2005).

 

No entanto, e tal como enunciado por Carlos Batata e Filomena Gaspar: “ Pode-se dizer que o Concelho de Vila de Rei não é um concelho excepcionalmente rico em arqueologia. Mas não é por não ter estações arqueológicas, mas sim devido ao facto da sua área concelhia ser muito diminuta.” (Batata e Gaspar, 2000, p.131). Mais acrescentaria dizendo que este Concelho apresenta uma geografia muito acidentada, o que não deverá ter estimulado a fixação humana. Para além desse vector, a falta de prospecções realizadas em linha e com uma equipa mais vasta também ainda está por realizar nas zonas onde se verifica um maior vazio informativo.

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