Museu de Geodesia

História

geodesia

Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O Museu da Geodesia, inaugurado em 2002 no âmbito de uma parceria entre a Direção Geral do Território e a Câmara Municipal de Vila de Rei, veio preencher uma lacuna relacionada com o importante legado histórico e científico deixado por grandes nomes de cientistas portugueses que trabalharam em prol da modernização geodésica nacional.


O vértice em alvenaria da Melriça, situado a 592 metros de altitude, é uma das primeiras pirâmides geodésicas do país, tendo estado na origem do sistema de coordenadas geográficas associado ao Datum 73, o sistema de referência nacional. Foi Francisco António Cieira quem escolheu o topo desta serra como um dos pontos da triangulação fundamental em Portugal. Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram interrompidos treze anos depois devido às invasões francesas.


As primeiras observações tendo em vista a triangulação do local seriam feitas em 1870, enquanto que as observações astronómicas de latitude, longitude e azimute, bem como as primeiras observações por satélite no picoto da Melriça se realizaram nas décadas de 1960 e 70. Em 1982 procedem-se a observações de distância integradas num poligonal norte-sul, usando-se pela primeira vez, já no início dos anos de 1990, o sistema de posicionamento global GPS.

Já no interior do museu, ao qual se acede por uma rampa de metal, e atravessando um corredor de vidro de onde se avista o picoto, entramos na sala de exposições, onde estão os painéis que constituem a exposição permanente. O espaço integra ainda uma zona de venda de produtos alusivos ao museu e ao concelho, um bar e um pequeno auditório multimédia.

Numa época em que, cada vez mais, se levantam desafios nas áreas da matemática, física, geofísica, geodinâmica e de engenharia, o museu constitui por si só uma ferramenta pedagógica para o desenvolvimento do conhecimento dos nossos jovens.

 

Informações

Morada:
Centro Geodésico
6110 Vila de Rei

Telefone: 274 890 010

E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Horário: todos os dias;
Manhã: 9h00 - 13h00;
Tarde: 14h00 - 17h00; (encerra aos feriados)

 

Entrada gratuita.

O que é o Museu?

O Instituto Geográfico Português e a Câmara Municipal de Vila de Rei têm interesse comum na valorização do local e na sua utilização para a divulgação das actividades geodésicas em território nacional, tendo como destinatários privilegiados os turistas que visitam a Região Centro e a população escolar dessa mesma região.

Desta forma, foi criado o Museu de Geodesia com os seguintes propostos:
Homenagem aos geógrafos e cartógrafos portugueses;
Acolhimento de visitantes;
Exposição e apresentação multimédia com fins didácticos e de divulgação das actividades geodésicas em território nacional;
Difusão de produtos ligados às actividades do Instituto Geográfico Português e ao Concelho de Vila de Rei
O Museu de Geodesia integra um rico património acumulado desde fins do Séc.XVII, que certifica a evolução histórica dos aparelhos que tornaram possível o desenvolvimento das operações relacionadas com a Geodesia do nosso país. É um Museu que podemos considerar temático no âmbito dos instrumentos de medição da Terra, que, que pelas suas características, localização e enquadramento paisagístico se pode considerar único no género em Portugal.

A construção do edifício é constituída por dois volumes unidos entre si por um corredor em forma de rampa. A implantação dos volumes está relacionada com o facto do Centro Geodésico ser um dos pontos de triangulação, da qual se elabora toda a referenciação para execução de cartografia. O próprio edifício apresenta implicitamente essa teoria.
Refira-se que a triangulação permitiu elaborar pontos de importância relevante em todo o enquadramento, ou seja, um dos pontos é o Marco Geodésico, outro é o bar de apoio, e o terceiro é a sala de exposições. As linhas de ligação dessa triangulação fazem parte do restante percurso do Museu.

Sendo a vista uma das principais condicionantes. O edifício foi estudado de forma a que toda a paisagem fosse “emoldurada” pelas janelas, servindo de quadros “mutantes”, existindo sempre, em qualquer percurso realizado uma visualização da paisagem.

 

Coleções

O museu integra colecção de instrumentos geodésicos:

  • Fototeodolito Wild,
  • Taqueómetro Casella,
  • Sextante Cary,
  • Sextante Duplo Cary,
  • Círculo de Reflexão Dollond,
  • Cronómetro Ulysse Nardin,
  • Bússula Marítima de Pínulas de J.Hughes,
  • Molinete Hidrométrico Troughton & Simms,
  • Molinete Hidrométrico Baunartou,
  • Tripé madeira com Teodolito Wild T1.

Empréstimo de obras
Contactar a Direção Geral do Território

 

Cedência de imagens
O Museu cede imagens para trabalhos científicos, publicações, catálogos ou outros, através de pedido dirigido à Direção Geral do Território.

Visitas

Visitas livres
Realizam-se visitas guiadas para grupos organizados mediante marcação prévia.

Total de visitantes em 2014: 19 837

Total de visitantes em 2013: 16 564

Total de visitantes em 2012: 20 182

Total de visitantes em 2011: 20 891

Total de visitantes em 2010: 19 016

Total de visitantes em 2009: 19 934

Total de visitantes em 2008: 12 609

Total de visitantes em 2007: 3 791

Total de visitantes em 2006: 9 037

Total de visitantes em 2005: 10 237

Total de visitantes em 2004: 11 816

Iniciativas

Vídeos sobre o Museu 

 

 

A Acontecer
  • Carta Patrimonial/ Rede Cultural da Beira Baixa (remeter para a carta patrimonial)
  • Cartão Visitante/Turista

Loja do Museu

Livro de visitas

 

 

 

 

 

 

 

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