Museu da Escola da Fundada

História

O ano de construção deste edifício é conhecido, 1960. Mas sabe-se que houve outra escola primária na Fundada, da qual se desconhece a data da sua construção.


Segundo dados, já em 1914 foi “provido temporariamente na escola da Fundada, concelho de Vila de Rei inspeção escolar de Sertã, Desp.º de 29-10-1913(a) D.G. nº1 (II série) de 2 de Janeiro de 1914”. Posse em 29-10-1913 Exercício desde 1 de Novembro de 1913”(a) Nomeado pela Câmara Municipal”


O Professor José Maria Alves (1914-1925), esteve 11 anos na Escola da Fundada. Mas muitos outros passaram por esta escola, Professor (a): Horácio, “Botas” “Maneta”, Felícia Dias Alves Fernandes, José Baptista, Sebastião Filipe, Irene Brás, Ilda Batista, Madalena Carreira de Moura, Alice Carreira de Moura, Mercedes Carreira Moura, Alda Carreira de Moura, Isaura, Maria Teresa, Lurdes, Maria Helena, Maria José, Maria Idalina, Belmira, Carminda, Amália, Maria Ribeiro Castanho, Floripes da Conceição Quelhas Raposo, Ermelinda, Chambel, Luísa Rolo, Mariazinha, José Ferreira Pires, Pe. Joaquim Henriques Pereira, Fernando Crisóstomo, Pratas, Mª Rosário Barroso Vaz, João Vaz, entre outros.


Situado no centro histórico de Fundada este espaço abriu as suas portas a 24 de agosto de 2013 com o objetivo de reabilitar uma antiga escola primária, refuncionalizando-a como pólo interpretativo e educativo. 
Dando a conhecer os vários aspetos que existiam na escola daquela época onde meninos e meninas frequentavam escolas diferentes ou salas diferentes, não existiam turmas mistas.


O horário escolar era normalmente das 9h00 às 17h00 e o único recreio era à hora do almoço. Também em muitas escolas da província o horário era de manhã para as meninas e a tarde era para os meninos.
As carteiras eram de madeira e os bancos eram pegados às mesmas. Os alunos usavam sacos de serapilheira para transportar o material escolar e alguma merenda se tivessem posses. Na cantina da escola quando existia ao almoço só davam a sopa e o pão.


A primeira coisa que faziam quando entravam na sala de aula era cantar o hino nacional. Todas as salas de aula tinham obrigatoriamente na parede três símbolos alinhados: uma fotografia de António de Oliveira Salazar, outra do Presidente António Óscar de Fragoso Carmona (símbolos de afirmação autoritária e nacionalista) e um crucifixo (o ensino era revestido de uma orientação cristã, ao abrigo de uma Concordata entre o Estado e a Igreja).


Os alunos tinham que usar uma bata branca com um n.º de identificação.
Na escola incutia-se a ordem, o respeito e a disciplina.


Os professores aplicavam com muita frequência castigos corporais severos. Algumas pessoas recordam a temida palmatória, mais conhecida como a “menina dos cinco olhos”. Lembram as humilhações de castigos como as orelhas de burro.


Muitas meninas não iam à escola, porque tinham que trabalhar no campo e cuidar dos irmãos mais novos, porque os pais achavam que não era preciso elas saberem ler e escrever. Elas só precisavam aprender a cuidar da casa, para se tornarem boas esposas e saber cuidar e educar os filhos.


As disciplinas dadas eram a Matemática, Historia, Língua Portuguesa,  Geografia, Ciências e Religião e Moral.


Os manuais escolares da escola primária mantiveram-se iguais durante décadas.


Na escola chegavam a cantar a tabuada e tinham que saber, entre outras coisas, o nome de todos os rios, serras e estações de linhas de caminhos-de-ferro portugueses. Também rezavam todos os dias ao meio-dia.


Quando se queria ir à casa-de-banho, pedia-se para “ir lá fora”.


Era natural ver os alunos a pedir a bênção ao professor e “beijar a mão” uma vez que também eles eram seus educadores. Em algumas escolas davam óleo de fígado de bacalhau, que era um suplemento alimentar.


Só os filhos das famílias com posses tinham oportunidade de estudar e muitos dos nossos idosos ou não chegou a aprender a ler na infância ou concluíram a instrução primária. Muitos só em adultos concluíram a quarta classe.

(Texto elaborado a partir de informações orais recolhidas junto de alguns residentes  e de alguns idosos da Fundada)

Informações

Morada: Rua da Escola Nova
6110 - 016 Fundada
Telefone: Junta de Freguesia da Fundada - 274891410
Câmara Municipal de Vila de Rei - Tel. 274 890 010 / 274 890 000


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Horário:

Apenas com marcação prévia, de segunda a sexta. Encerrado sábado e domingo.

Entrada gratuita

O que é o Museu?

O museu vai introduzir os visitantes na sala de aula dos anos 30-70. Um dos reptos que se coloca é o facto que tanto os residentes da Fundada que ainda se recordam desta sala, como os visitantes sejam capazes de entender, sem dificuldade, as diferenças entre e escola do tempo  deles  e dos nossos avós e a escola dos dias de hoje, que este pólo interpretativo e educativo pretende preservar para as gerações vindouras.

Empréstimo de obras

Contactar a Câmara Municipal de Vila de Rei

Cedência de imagens

O Museu cede imagens para trabalhos científicos, publicações, catálogos ou outros, através de pedido dirigido à Câmara Municipal de Vila de Rei.

Visitas

  - Visita livre
  - Visita guiada

Coleções

Sala de aula no tempo do Estado Novo – Anos 30 -70

Reconstituição da sala que retrata uma sala de aula no tempo do estado novo – anos 30 -70 é composta por carteiras em madeira com os bancos pegados, molduras com a fotoreprodução do Presidente do Conselho António de Oliveira Salazar e do Presidente da República  António Óscar de Fragoso Carmona, um crucifixo, um quadro negro, um Mapa de Portugal , um Mapa de Serviço Rurral e um mapa do Corpo humano, relógio de parede, rádio, secretária da professora, cadeira da professora, armários para guardar os materiais, livros, armário Métrico (Figuras geométricas), ábaco – antigo instrumento de cálculo, ponteiro, canetas de aparo, tinteiros, orelhas de burro, réguas e palmatórias, lousa + lápis de pedra, bata dos alunos, saca de serapilheira, balanças, pesos, medidas, moldura com o Hino Nacional, compasso, esquadro.

 

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